Aprenda com Marina sobre os diferentes níveis de rafting

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Olá, amantes da natureza! Minha missão hoje no blog é contar para vocês um pouco da minha vida. Eu sei: você quer apenas descobrir sobre os níveis de rafting. Mas não se preocupe. Apenas siga comigo, pois, ao final deste texto, tudo fará sentido para você.

Combinado? Então, vamos lá!

Vou começar com uma fase que vivi uns quatro anos atrás, em que eu era outra Marina. Se eu pudesse resumir meu estado de espírito na época com apenas duas palavras, elas seriam: preguiça e monotonia. Não é bonito dizer uma coisa assim, mas, como dizia Renato Russo, “só a verdade liberta”.

Acabara de entrar na farmacêutica onde trabalho atualmente como assistente comercial. Estava 100% focada no trabalho, em aprender o modelo de negócio, e disposta a fazer o melhor para melhorar os números do meu setor. No entanto, essa energia toda acabava no momento em que colocava os pés dentro do meu apartamento.

Quantos finais de semana passei de pijama! Meus companheiros na hora de descanso eram o sofá, a cama e o controle remoto. Intercalando, claro, horas  de rolagem nos feeds do Face e Instagram.

Não posso dizer que estava feliz. Ficar à toa era muito bom, mas eu queria dar mais emoção à minha rotina, colocar o corpo em movimento. Sabia que passar a vida assim, sedentária, não me faria bem. Tinha acabado de fazer 30 anos e estava com aqueles questionamentos da idade, sei lá.

Decidi entrar em uma academia perto do trabalho. Aparelhos novos, muito estilo e gente sarada. Fiquei toda empolgada por umas três semanas.

Não sei o que acontece. Acho que não combino com musculação. Até faço os exercícios direitinho, só que, depois de um tempo, a novidade passa e vira um porre ter que sair correndo para treinar, chegar tarde, ver aquele povo se idolatrando nos espelhos.

Tive que pagar três mensalidades sem pôr os pés lá dentro. E pensa que fiz só essa besteira? Teve também a academia do bairro, as aulas de funcional no condomínio, a fase do pilates e do crossfit.  Queria fazer algo que enchesse minha vida de sentido, me tirasse da inércia e fizesse superar os bloqueios que ficavam martelando cada vez que tentava algo novo.

O rafting, por exemplo, já estava na minha cabeça desde aquela época. Alguns gestores aqui da empresa participaram de um treinamento que incluía a prática e voltaram falando super bem. Fui pesquisar e simplesmente me APAIXONEI. Amo natureza e gosto de estar perto da água — unindo os dois com um esporte inusitado, então!

Perfeito só na minha mente mesmo. Na prática, eu não entrava nem em pedalinho. Imagina enfrentar altos e baixos, pedras e correnteza.

Os mestres de meditação costumam dizer que a mente é dual. Eles estão totalmente certos. Parte de mim, queria desbravar o mundo e sair da zona de conforto. A outra parte estava mais a fim do cobertor e de um pote de sorvete mesmo.

Ficava na internet namorando algumas fotos do rafting, imaginando estar entre os integrantes do bote. Pensava no que sentiria após concluir o trajeto. Queria ser ousada, superar qualquer desafio.

Encontrei um site com dicas sobre a modalidade. Lá, ofereciam um curso para iniciantes que ficava a 79 km de São Paulo. Daria para ir e voltar no mesmo dia. Por isso, fiquei com a ideia na cabeça durante semanas, mas ainda com receio.

Certo dia, surgiu uma conversa entre meus gestores, sobre o dia em que fizeram o treinamento, combinando repetir. — Vem também, Felipe? — Questionou um deles ao estagiário — Mas já aviso: se for para ficar dando voltinha no nível 1, melhor terminar aquele relatório! — Todos riram bastante, menos o rapaz, obviamente.

Também não achei graça nenhuma. Quer dizer que, nos níveis de rafting, existe o de iniciantes? Como não tinha visto isso antes? Adivinha onde fui no final de semana seguinte?

Coloquei o endereço no Google e parti para Juquitiba, acompanhada do Felipe. Descobri que ele tinha medo de água, e era por isso que ficavam no pé dele. Meio que o convenci a fazer o curso comigo.

O dia foi bem-bacana e aprendemos sobre primeiros socorros, duração de cada trajeto, técnicas de remo, entre outros. Sentia-me preparada, tanto que queria iniciar no nível 2. Como o Felipe estava receoso, fizemos o nível básico mesmo.

O Rio Juquiá era lindo. Senti, pela primeira vez, sua correnteza e apreciei a beleza das margens. Voltei energizada e pronta para a próxima aventura. Meu amigo estava mais seguro e decidiu me acompanhar na próxima também. Sabíamos o que fazer em caso de emergência e sentimos um pouquinho da adrenalina — por que não?

No nível seguinte, ficou emocionante. Finalmente encarei ondas de 1 metro. A corredeira era bem-tranquila, e foi fácil. O grupo que nos acompanhou era bacana e fizemos amizade fácil. Criamos até um grupo no WhatsApp para troca de ideias e agendamento de novos passeios.

Ficamos um tempo nessa categoria, mas eu, que tive tanto receio, queria mais. Não via a hora de iniciar na classe 3, só que aguardei o momento do grupo. Se fazer o rafting era emocionante, com eles, era mais divertido ainda.

Foi na fase 3 que percebi como o rafting pode ser radical. Aquele trecho do rio era bem-irregular, mais estreito e perigoso. Tínhamos habilidade suficiente para o desafio. Até mesmo o Felipe, sempre cauteloso, topou e adorou. Da minha parte, tinha encontrado finalmente um propósito de vida.

Cheguei ao nível 4, categoria em que estou até hoje. Faço o Scout na maioria dos passeios. É bacana coordenar e planejar o trajeto na margem, decidir as melhores manobras para cortar as ondas. Percebi que melhorei minha capacidade de tomar decisões, fico mais calma quando surge algum problema e sei que o rafting tem um papel fundamental nisso.

Sei que o risco nessa classe é maior. Porém, com o safety kayak por perto, dá para seguir bem. Tem quedas com mais de 11 metros, e o trajeto é de 12 km, só que a equipe de resgate é bem-treinada, pronta para ajudar. Nunca precisei dela e pretendo continuar assim.

Tenho experiência suficiente para ir para o nível 5, mas prefiro esperar. Não tenho mais o medo e a insegurança de antes, apenas sinto necessidade dos limites do meu corpo e, acima de tudo, do rio. Sei que um dia vou chegar à classe 6, sem problemas.

Ah, agora que, entre os níveis de rafting, somos avançados, decidimos ir para Juquitiba nestefinal de semana com a equipe da farmacêutica. Quero só ver a cara deles, quando descobrirem que o Felipe já está no nível 5 e virou especialista no manuseio das cordas de salvamento.

Para se aventurar no rafting, comece com um curso que te traga conhecimento e confiança, assim como fiz. Foi ótimo começar com a Rio Abaixo, porque o suporte deles é preciso, e a equipe é superpositiva.

Eles incentivam a gente o tempo todo, sem fazer distinção de idade ou condicionamento físico. Nesses anos, frequentando o espaço deles, vi crianças e idosos realizando a prática e saindo de lá tão transformados quanto eu. Recomendo definitivamente.

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